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Síndrome de dor familiar episódica com envolvimento predominante dos membros superiores
ORPHA:391389CID-10 · M79.6CID-11 · MG31.YOMIM 615040DOENÇA RARA
Início neonatalHerança AD

Doença genética rara autossômica dominante, com início na infância, caracterizada por episódios de dor intensa, predominantemente nos membros superiores. A condição está associada a mutações no gene TRPA1.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 13/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome de dor familiar episódica com envolvimento predominante dos membros superiores é uma doença genética rara, caracterizada por episódios de dor intensa que afetam principalmente a parte superior do corpo. A condição tem início precoce, ainda na infância ou mesmo no período neonatal, e segue um padrão de herança autossômica dominante — ou seja, uma cópia alterada do gene responsável já é suficiente para causar a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição extremamente rara.[1][4]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas são episódios de dor que começam na infância, sem um gatilho aparente, e que afetam predominantemente os membros superiores (braços, ombros e tórax). A dor é descrita como intensa e pode durar minutos a horas, com intervalos variáveis entre os episódios. Durante as crises, a pessoa pode apresentar sudorese, palidez e sensação de desconforto generalizado. Fora dos episódios, não há dor ou outros sintomas.[1][4]

Causas genéticas

A síndrome é causada por variantes patogênicas no gene TRPA1 (Transient Receptor Potential Cation Channel Subfamily A Member 1). Esse gene fornece instruções para a produção de um canal iônico que atua na percepção da dor e na resposta a estímulos químicos e térmicos. A herança é autossômica dominante, o que significa que filhos de uma pessoa afetada têm 50% de chance de herdar a condição.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos episódios de dor e na história familiar. A confirmação é feita por meio de teste genético molecular, que identifica variantes patogênicas no gene TRPA1. Atualmente, há 33 variantes reportadas no ClinVar e 7 testes genéticos disponíveis para essa condição. O código CID-10 associado é M79.6 (Dor não especificada nos membros).[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não há um tratamento específico aprovado para a síndrome. O manejo é sintomático e focado no alívio da dor durante os episódios. Medicamentos analgésicos comuns podem ser utilizados, mas a resposta varia entre os pacientes. É importante que o acompanhamento seja feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo geneticista e especialista em dor. No Brasil, a condição não possui cobertura pelo SUS para tratamentos específicos.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é variável. Os episódios de dor podem ser debilitantes durante a infância, mas algumas pessoas relatam melhora com o avançar da idade. Não há evidências de que a síndrome reduza a expectativa de vida. O suporte psicológico e o manejo adequado da dor podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença genética rara autossômica dominante, com início na infância, caracterizada por episódios de dor intensa, predominantemente nos membros superiores. A condição está associada a mutações no gene TRPA1.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
21
pacientes catalogados
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: M79.6
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 13/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome de dor familiar episódica com envolvimento predominante dos membros superiores é uma doença genética rara, caracterizada por episódios de dor intensa que afetam principalmente a parte superior do corpo. A condição tem início precoce, ainda na infância ou mesmo no período neonatal, e segue um padrão de herança autossômica dominante — ou seja, uma cópia alterada do gene responsável já é suficiente para causar a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição extremamente rara.[1][4]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas são episódios de dor que começam na infância, sem um gatilho aparente, e que afetam predominantemente os membros superiores (braços, ombros e tórax). A dor é descrita como intensa e pode durar minutos a horas, com intervalos variáveis entre os episódios. Durante as crises, a pessoa pode apresentar sudorese, palidez e sensação de desconforto generalizado. Fora dos episódios, não há dor ou outros sintomas.[1][4]

Causas genéticas

A síndrome é causada por variantes patogênicas no gene TRPA1 (Transient Receptor Potential Cation Channel Subfamily A Member 1). Esse gene fornece instruções para a produção de um canal iônico que atua na percepção da dor e na resposta a estímulos químicos e térmicos. A herança é autossômica dominante, o que significa que filhos de uma pessoa afetada têm 50% de chance de herdar a condição.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos episódios de dor e na história familiar. A confirmação é feita por meio de teste genético molecular, que identifica variantes patogênicas no gene TRPA1. Atualmente, há 33 variantes reportadas no ClinVar e 7 testes genéticos disponíveis para essa condição. O código CID-10 associado é M79.6 (Dor não especificada nos membros).[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não há um tratamento específico aprovado para a síndrome. O manejo é sintomático e focado no alívio da dor durante os episódios. Medicamentos analgésicos comuns podem ser utilizados, mas a resposta varia entre os pacientes. É importante que o acompanhamento seja feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo geneticista e especialista em dor. No Brasil, a condição não possui cobertura pelo SUS para tratamentos específicos.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é variável. Os episódios de dor podem ser debilitantes durante a infância, mas algumas pessoas relatam melhora com o avançar da idade. Não há evidências de que a síndrome reduza a expectativa de vida. O suporte psicológico e o manejo adequado da dor podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Características mais comuns

Herança autossômica dominante
Início na infância
Dor episódica
3sintomas
Sem dados (3)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 3 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Herança autossômica dominanteAutosomal dominant inheritance
Início na infânciaInfantile onset
Dor episódicaEpisodic pain

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.

TRPA1Transient receptor potential cation channel subfamily A member 1Disease-causing germline mutation(s) (gain of function) inTolerante
FUNÇÃO

Ligand-activated Ca(2+)-permeable, nonselective cation channel involved in pain detection and possibly also in cold perception, oxygen concentration perception, cough, itch, and inner ear function (PubMed:17259981, PubMed:21195050, PubMed:21873995, PubMed:23199233, PubMed:25389312, PubMed:33152265). Has a relatively high Ca(2+) selectivity, with a preference for divalent over monovalent cations (Ca(2+) > Ba(2+) > Mg(2+) > NH4(+) > Li(+) > K(+)), the influx of cation into the cytoplasm leads to m

LOCALIZAÇÃO

Cell membrane

VIAS BIOLÓGICAS (1)
TRP channels
MECANISMO DE DOENÇA

Episodic pain syndrome, familial, 1

An autosomal dominant neurologic disorder characterized by onset in infancy of episodic debilitating upper body pain triggered by fasting, cold, and physical stress. The period of intense pain is accompanied by breathing difficulties, tachycardia, sweating, generalized pallor, peribuccal cyanosis, and stiffness of the abdominal wall. Affected individuals do not manifest altered pain sensitivity outside the episodes.

VIAS REACTOME (1)
EXPRESSÃO TECIDUAL(Tecido-específico)
Bladder
12.1 TPM
Intestino delgado
9.3 TPM
Fibroblastos
7.9 TPM
Cólon transverso
6.4 TPM
Estômago
5.0 TPM
OUTRAS DOENÇAS (2)
familial episodic pain syndrome with predominantly upper body involvementCramp-fasciculation syndrome
HGNC:497UniProt:O75762

Variantes genéticas (ClinVar)

33 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 TRPA1: NM_007332.3(TRPA1):c.1373G>A (p.Arg458His) ()
🧬 TRPA1: NM_007332.3(TRPA1):c.3252T>G (p.His1084Gln) ()
🧬 TRPA1: GRCh37/hg19 8q13.3(chr8:71483126-72968323)x1 ()
🧬 TRPA1: NM_007332.3(TRPA1):c.1793C>T (p.Thr598Met) ()
🧬 TRPA1: GRCh37/hg19 8p21.2-q21.3(chr8:27024288-89410121)x3 ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 23 variantes classificadas pelo ClinVar.

1
10
12
Patogênica (4.3%)
VUS (43.5%)
Benigna (52.2%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
LOC126860417: NM_007332.3(TRPA1):c.2755C>T (p.Arg919Ter) [Conflicting classifications of pathogenicity]
TRPA1: NM_007332.3(TRPA1):c.901A>G (p.Ile301Val) [Uncertain significance]
MSC-AS1: NM_007332.3(TRPA1):c.1384T>C (p.Cys462Arg) [Uncertain significance]
MSC-AS1: NM_007332.3(TRPA1):c.2074A>C (p.Asn692His) [Uncertain significance]
MSC-AS1: NM_007332.3(TRPA1):c.2581G>T (p.Val861Phe) [Uncertain significance]

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de dor familiar episódica com envolvimento predominante dos membros superiores

🗺️

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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

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Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:391389(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:615040(OMIM)
  3. MONDO:0014021(MONDO)
  4. GARD:17618(GARD (NIH))
  5. Variantes catalogadas(ClinVar)
  6. Q55784462(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Síndrome de dor familiar episódica com envolvimento predominante dos membros superiores
Compêndio · Raras BR

Síndrome de dor familiar episódica com envolvimento predominante dos membros superiores

ORPHA:391389 · MONDO:0014021
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
21 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant
CID-10
M79.6 · Dor em membro
CID-11
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C3808667
Wikidata
DiscussaoAtiva

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📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata