Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A catarata polar anterior de início precoce é uma condição ocular rara caracterizada pela presença de uma opacidade (catarata) localizada na região central e anterior do cristalino, presente desde o nascimento ou surgindo nos primeiros meses de vida. Esta forma de catarata pode afetar um ou ambos os olhos e, em alguns casos, estar associada a outras alterações oculares, como o lenticone anterior (uma protuberância na superfície anterior do cristalino) e ambliopia (diminuição da visão por falta de uso adequado do olho durante o desenvolvimento).[1][3]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da catarata polar anterior de início precoce incluem a opacidade visível na parte frontal do cristalino (catarata polar anterior), que geralmente é detectada logo ao nascimento ou na primeira infância. Pode haver também lenticone anterior, uma deformidade na qual a superfície anterior do cristalino assume um formato cônico. A ambliopia, ou 'olho preguiçoso', é uma complicação frequente quando a catarata interfere no desenvolvimento visual normal durante a infância.[1][3]
Causas genéticas
A catarata polar anterior de início precoce tem causas genéticas associadas a alterações em genes que codificam proteínas estruturais do cristalino, as cristalinas. Os genes identificados até o momento incluem CRYAA (cadeia alfa-A de cristalina), CRYBB3 (cadeia beta-B3 de cristalina), CRYBA2 (cadeia beta-A2 de cristalina) e CRYGB (cadeia gama-B de cristalina). Mutações nesses genes podem levar à formação anormal das fibras do cristalino, resultando em opacidade.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da catarata polar anterior de início precoce é baseado no exame oftalmológico, que identifica a opacidade característica na região anterior do cristalino. Exames complementares podem incluir a avaliação da acuidade visual e a exclusão de outras causas de catarata congênita. Testes genéticos estão disponíveis para confirmar a causa molecular, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e cariótipo com bandas G, Q ou R. Atualmente, há 9 testes genéticos registrados e 164 variantes catalogadas no ClinVar para esta condição.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da catarata polar anterior de início precoce depende da gravidade da opacidade e do impacto no desenvolvimento visual. Em casos leves, pode ser realizado apenas o acompanhamento oftalmológico regular. Quando a catarata compromete a visão, a cirurgia de remoção do cristalino opaco (facoemulsificação) pode ser indicada, seguida da correção óptica com lentes de contato ou óculos. O manejo da ambliopia, quando presente, envolve oclusão do olho bom e terapia visual. Não há medicamentos aprovados especificamente para esta condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como atendimento em reabilitação para doenças raras e dosagem de alfa-fetoproteína, quando indicado.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico visual depende da precocidade do diagnóstico e do tratamento adequado. Quando identificada e tratada nos primeiros meses de vida, especialmente com correção da ambliopia, a maioria das crianças pode desenvolver visão funcional. Casos não tratados podem levar à perda visual permanente. O acompanhamento multidisciplinar com oftalmologista, geneticista e equipe de reabilitação visual é fundamental para otimizar a qualidade de vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Catarata congênita com opacificação focal na parte anterior do cristalino, manifestando-se precocemente. Associada a mutações nos genes CRYAA, CRYBB3, CRYBA2 e CRYGB.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A catarata polar anterior de início precoce é uma condição ocular rara caracterizada pela presença de uma opacidade (catarata) localizada na região central e anterior do cristalino, presente desde o nascimento ou surgindo nos primeiros meses de vida. Esta forma de catarata pode afetar um ou ambos os olhos e, em alguns casos, estar associada a outras alterações oculares, como o lenticone anterior (uma protuberância na superfície anterior do cristalino) e ambliopia (diminuição da visão por falta de uso adequado do olho durante o desenvolvimento).[1][3]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da catarata polar anterior de início precoce incluem a opacidade visível na parte frontal do cristalino (catarata polar anterior), que geralmente é detectada logo ao nascimento ou na primeira infância. Pode haver também lenticone anterior, uma deformidade na qual a superfície anterior do cristalino assume um formato cônico. A ambliopia, ou 'olho preguiçoso', é uma complicação frequente quando a catarata interfere no desenvolvimento visual normal durante a infância.[1][3]
Causas genéticas
A catarata polar anterior de início precoce tem causas genéticas associadas a alterações em genes que codificam proteínas estruturais do cristalino, as cristalinas. Os genes identificados até o momento incluem CRYAA (cadeia alfa-A de cristalina), CRYBB3 (cadeia beta-B3 de cristalina), CRYBA2 (cadeia beta-A2 de cristalina) e CRYGB (cadeia gama-B de cristalina). Mutações nesses genes podem levar à formação anormal das fibras do cristalino, resultando em opacidade.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da catarata polar anterior de início precoce é baseado no exame oftalmológico, que identifica a opacidade característica na região anterior do cristalino. Exames complementares podem incluir a avaliação da acuidade visual e a exclusão de outras causas de catarata congênita. Testes genéticos estão disponíveis para confirmar a causa molecular, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e cariótipo com bandas G, Q ou R. Atualmente, há 9 testes genéticos registrados e 164 variantes catalogadas no ClinVar para esta condição.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da catarata polar anterior de início precoce depende da gravidade da opacidade e do impacto no desenvolvimento visual. Em casos leves, pode ser realizado apenas o acompanhamento oftalmológico regular. Quando a catarata compromete a visão, a cirurgia de remoção do cristalino opaco (facoemulsificação) pode ser indicada, seguida da correção óptica com lentes de contato ou óculos. O manejo da ambliopia, quando presente, envolve oclusão do olho bom e terapia visual. Não há medicamentos aprovados especificamente para esta condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como atendimento em reabilitação para doenças raras e dosagem de alfa-fetoproteína, quando indicado.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico visual depende da precocidade do diagnóstico e do tratamento adequado. Quando identificada e tratada nos primeiros meses de vida, especialmente com correção da ambliopia, a maioria das crianças pode desenvolver visão funcional. Casos não tratados podem levar à perda visual permanente. O acompanhamento multidisciplinar com oftalmologista, geneticista e equipe de reabilitação visual é fundamental para otimizar a qualidade de vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 3 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
4 genes identificados com associação a esta condição.
Contributes to the transparency and refractive index of the lens (PubMed:18302245). In its oxidized form (absence of intramolecular disulfide bond), acts as a chaperone, preventing aggregation of various proteins under a wide range of stress conditions (PubMed:18199971, PubMed:19595763, PubMed:22120592, PubMed:31792453). Required for the correct formation of lens intermediate filaments as part of a complex composed of BFSP1, BFSP2 and CRYAA (PubMed:28935373)
CytoplasmNucleus
Crystallins are the dominant structural components of the vertebrate eye lens
Cataract 22, multiple types
An opacification of the crystalline lens of the eye that frequently results in visual impairment or blindness. Opacities vary in morphology, are often confined to a portion of the lens, and may be static or progressive. In general, the more posteriorly located and dense an opacity, the greater the impact on visual function. CTRCT22 includes nuclear cataract among others. Nuclear cataracts affect the central nucleus of the eye, and are often not highly visually significant. The density of the opacities varies greatly from fine dots to a dense, white and chalk-like, central cataract. The condition is usually bilateral. Nuclear cataracts are often combined with opacified cortical fibers encircling the nuclear opacity, which are referred to as cortical riders.
Crystallins are the dominant structural components of the vertebrate eye lens
Cataract 42
An opacification of the crystalline lens of the eye that frequently results in visual impairment or blindness. Opacities vary in morphology, are often confined to a portion of the lens, and may be static or progressive. In general, the more posteriorly located and dense an opacity, the greater the impact on visual function.
Crystallins are the dominant structural components of the vertebrate eye lens
Cataract 39, multiple types
An opacification of the crystalline lens of the eye that frequently results in visual impairment or blindness. Opacities vary in morphology, are often confined to a portion of the lens, and may be static or progressive. In general, the more posteriorly located and dense an opacity, the greater the impact on visual function. CTRCT39 includes lamellar, anterior polar, and complete cataracts.
Variantes genéticas (ClinVar)
164 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 2 variantes classificadas pelo ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Catarata polar anterior de início precoce
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
C.57 C > T Mutation in MIR 184 is Responsible for Congenital Cataracts and Corneal Abnormalities in a Five-generation Family from Galicia, Spain.
Mutational analysis of MIR184 in sporadic keratoconus and myopia.
Mutation altering the miR-184 seed region causes familial keratoconus with cataract.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:98988(Orphanet)
- MONDO:0020373(MONDO)
- GARD:1140(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q56014421(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Catarata polar anterior de início precoce
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata