Síndrome rara associada a microdeleção no cromossomo 14q24.1q24.3, caracterizada por anomalias craniofaciais (lábio superior fino, fissuras palpebrais descendentes, dorso nasal proeminente), cardíacas (atresia pulmonar, morfologia anormal), esqueléticas (cabeça do rádio deslocada, limitação do cotovelo, braquidactilia) e genitais (criptorquidia).
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de microdeleção 14q24.1q24.3 é uma doença genética rara, caracterizada pela perda de uma pequena parte do cromossomo 14 (região q24.1 a q24.3). Essa alteração pode levar a uma combinação de anomalias congênitas, incluindo defeitos cardíacos, alterações faciais características e atraso no desenvolvimento. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição ultrarrara. O início dos sinais ocorre no período neonatal.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais frequentemente descritos incluem alterações cardíacas (como defeito do septo atrial, defeito do septo ventricular, tronco arterioso e atresia da artéria pulmonar), anomalias faciais (nariz curto, ponte nasal ampla, dorso nasal proeminente, hipertelorismo, fissuras palpebrais inclinadas para baixo, filtro liso ou longo, retrusão médio-facial, sinofris e vermelhão do lábio superior fino), além de alterações esqueléticas (braquidactilia, polegar curto, hipermobilidade articular, extensão e supinação limitadas do cotovelo, cabeça do rádio deslocada). Também podem ocorrer deficiência intelectual leve, má rotação intestinal, rim ectópico e criptorquidia.[1][3]
Causas genéticas
A síndrome é causada por uma deleção (perda de material genético) na região cromossômica 14q24.1q24.3. O padrão de herança é desconhecido, e até o momento não foi identificado um gene específico responsável por todos os casos. A maioria das deleções ocorre de forma esporádica, sem histórico familiar.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na identificação da microdeleção por meio de exames genéticos. Os procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser utilizada como exame complementar. No Brasil, a cobertura para esses exames é considerada mínima.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas. Não há cura específica para a síndrome. As intervenções podem incluir cirurgias corretivas para anomalias cardíacas (como defeitos septais e tronco arterioso), acompanhamento ortopédico para alterações articulares e ósseas, e suporte para deficiência intelectual leve. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. É fundamental que o acompanhamento seja feito por uma equipe especializada, incluindo geneticista, cardiologista, pediatra e outros profissionais conforme a necessidade.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das anomalias cardíacas e a presença de outras complicações. Com intervenções precoces e suporte adequado, muitas crianças podem alcançar boa qualidade de vida, embora a deficiência intelectual leve e as limitações físicas possam exigir acompanhamento contínuo. Não há dados específicos sobre expectativa de vida para esta síndrome.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara associada a microdeleção no cromossomo 14q24.1q24.3, caracterizada por anomalias craniofaciais (lábio superior fino, fissuras palpebrais descendentes, dorso nasal proeminente), cardíacas (atresia pulmonar, morfologia anormal), esqueléticas (cabeça do rádio deslocada, limitação do cotovelo, braquidactilia) e genitais (criptorquidia).
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de microdeleção 14q24.1q24.3 é uma doença genética rara, caracterizada pela perda de uma pequena parte do cromossomo 14 (região q24.1 a q24.3). Essa alteração pode levar a uma combinação de anomalias congênitas, incluindo defeitos cardíacos, alterações faciais características e atraso no desenvolvimento. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição ultrarrara. O início dos sinais ocorre no período neonatal.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais frequentemente descritos incluem alterações cardíacas (como defeito do septo atrial, defeito do septo ventricular, tronco arterioso e atresia da artéria pulmonar), anomalias faciais (nariz curto, ponte nasal ampla, dorso nasal proeminente, hipertelorismo, fissuras palpebrais inclinadas para baixo, filtro liso ou longo, retrusão médio-facial, sinofris e vermelhão do lábio superior fino), além de alterações esqueléticas (braquidactilia, polegar curto, hipermobilidade articular, extensão e supinação limitadas do cotovelo, cabeça do rádio deslocada). Também podem ocorrer deficiência intelectual leve, má rotação intestinal, rim ectópico e criptorquidia.[1][3]
Causas genéticas
A síndrome é causada por uma deleção (perda de material genético) na região cromossômica 14q24.1q24.3. O padrão de herança é desconhecido, e até o momento não foi identificado um gene específico responsável por todos os casos. A maioria das deleções ocorre de forma esporádica, sem histórico familiar.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na identificação da microdeleção por meio de exames genéticos. Os procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser utilizada como exame complementar. No Brasil, a cobertura para esses exames é considerada mínima.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas. Não há cura específica para a síndrome. As intervenções podem incluir cirurgias corretivas para anomalias cardíacas (como defeitos septais e tronco arterioso), acompanhamento ortopédico para alterações articulares e ósseas, e suporte para deficiência intelectual leve. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. É fundamental que o acompanhamento seja feito por uma equipe especializada, incluindo geneticista, cardiologista, pediatra e outros profissionais conforme a necessidade.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das anomalias cardíacas e a presença de outras complicações. Com intervenções precoces e suporte adequado, muitas crianças podem alcançar boa qualidade de vida, embora a deficiência intelectual leve e as limitações físicas possam exigir acompanhamento contínuo. Não há dados específicos sobre expectativa de vida para esta síndrome.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 6 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 24 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Condição cromossômica — cromossomo 14q
Envolve alteração no cromossomo 14q (braço longo (q)). O fenótipo resulta da alteração na dose de múltiplos genes simultaneamente — não há gene causal único. Diagnóstico por cariótipo, CMA ou FISH.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de microdeleção 14q24.1q24.3
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de microdeleção 14q24.1q24.3.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Síndrome de microdeleção 14q24.1q24.3
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:401935(Orphanet)
- MONDO:0018429(MONDO)
- GARD:21706(GARD (NIH))
- Q55788076(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de microdeleção 14q24.1q24.3
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata